Lira venceu na Câmara porque foi o candidato mais competente

O deputado Arthur Lira (PP-AL) venceu a eleição para presidente da Câmara, nesta segunda-feira, por larga margem, porque se articulou melhor do que o seu principal adversário, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP). Lira teve 302 votos, quando a vitória por maioria absoluta exigia 253 votos. Rossi teve 145 votos. Lira teve apoio de um bloco formado por 11 partidos. A candidatura de Rossi reuniu em torno dela dez legendas, mas seu esvaziamento foi se evidenciando ao longo do processo. Arthur Lira contou com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas a pressão sobre de parlamentares e a oferta de cargos federais, conforme denúncias fartamente divulgadas, não são suficientes para justificar uma vitória tão expressiva.
Não se deve perder de visa que, apesar da expressão do cargo no cenário nacional, esta também é uma eleição interna, em que os deputados decidem quem vai presidir a Casa em que atuam. O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RRJ), derrotado no projeto Baleia Rossi, no início da campanha, ainda em dezembro passado, procurou explorar o apoio de Bolsonaro a Lira como um meio de intervenção do Executivo na Câmara. Foi um apelo eleitoral que não surtiu o efeito desejado.

Segundo turno tem conquistas mais valorizadas

A conclusão do segundo turno altera pouco o quadro de prefeitos eleitos por partido, uma vez que pouco mais de 10% dos municípios (57) realizaram a nova rodada de votação. A relevância do segundo turno está no envolvimento de cidades mais populosas, entre as quais algumas das mais importantes do país. São Paulo é o carro-chefe e a vitória do PSDB, de certa forma, ofusca a queda de 279 prefeitos em comparação com 2016: de 799 para 520.
O MDB conquistou dez municípios neste domingo, sendo cinco capitais: Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS) e Teresina (PI).
O DEM, que no primeiro turno havia ganho em Curitiba (PR), Florianópolis e Salvador (BA), desta vez venceu no Rio de Janeiro (RJ), totalizando quatro capitais conquistadas.
O PDT venceu em Aracaju (SE) e Fortaleza (CE). O PSB ganhou em Maceió (AL) e Recife. O PP, em João Pessoa (PB) e Rio Branco (AC).
O PSOL venceu em Belém (PA); o Republicamos, em Vitória (ES); o Podemos, em São Luís (MA); e Avante, em Manaus (AM).
O PT não venceu em capitais, conquistando três cidades com mais de 200 mil eleitores: Contagem (MG), Diadema (SP) e Mauá (SP).

Segundo turno mobiliza 38 milhões de eleitores no domingo

Mais de 38 milhões de eleitores voltam às urnas neste domingo para eleger os prefeitos das 57 cidades brasileiras em que a disputa será definida no segundo turno. São 18 capitais estaduais e outros 49 municípios com mais de 200 mil eleitores.
As capitais onde a disputa será definida em segundo turno são as seguintes: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).
O Brasil tem 95 cidades com mais de 200 mil eleitores. Em 37 delas, os prefeitos foram eleitos no dia 15 de novembro. Apenas a cidade de Macapá (AP) ficará com a escolha do prefeito ainda pendente: Macapá (AP), com mais de 292 mil eleitores. Prejudicada por um apagão elétrico que se estendeu por 22 dias, a cidade realizará o primeiro turno das eleições no dia 6 de dezembro. A segunda fase da disputa está marcada para o dia 20.
O TSE decidiu não fazer o primeiro turno em Macapá neste domingo devido a limitações técnicas.
Com Agência Senado

Dezoito capitais vão realizar segundo turno

Sete capitais elegeram prefeitos em primeiro turno neste domingo, 15. Em 18 capitais haverá segundo turno daqui a duas semanas, em 29 de novembro. O DEM conquistou três prefeituras de capitais, o PSDB conquistou duas e o PSD, duas.
Foram eleitos os candidatos a prefeito de Palmas (TO), Cinthia Ribeiro, do PSDB, Salvador (BA), Bruno Reis, do DEM, Natal (RN), Álvaro Dias, do PSDB, Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil, do PSD, Curitiba (PR), Rafael Greca, do DEM, Florianópolis (SC),
Gean Loureiro (DEM), e Campo Grande (MS), Marquinhos Trad, do PSD.
Duas das mais importantes capitais do país vão sediar a disputa pelo segundo turno. Em São Paulo, Bruno Covas (PSDB) vai enfrentar Guilherme Boulos (PSOL). No Rio de Janeiro, o Eduardo Paes (DEM) vai disputar com Marcelo Crivella.
Também sediarão a eleição em segundo turno as seguintes cidades:
Na Região Norte, Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).
No Nordeste, Fortaleza (CE), Recife (PE), Aracaju (SE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), São Luís (MA) e Teresina (PI).
No Sudeste, Vitória (ES) além de São Paulo e Rio de Janeiro. No Sul, Porto Alegre (RS). No Centro-Oeste, Goiânia (GO) e Cuiabá (MT).

Esforço concentrado do Senado corresponde às expectativas

A aprovação da indicação do desembargador Kássio Nunes Marques para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi o destaque da semana de esforço concentrado do Senado, mas um balanço das atividades no período indica que passaram pelo crivo dos senadores 23 nomes, entre indicados para diversas agências reguladoras, para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e para o TCU.
São números relevantes para a pandemia, durante a qual o Senado se viu forçado a realizar reuniões semipresenciais, uma vez que as sessões remotas não comportam votações secretas, como as que deliberam sobre a indicação de autoridades.
As críticas ao exame pouco detido das indicações, em geral, e em tom pouco inquiridor, no caso do indicado para o STF, são pertinentes, embora tal comportamento não deva ser visto sob a ótica do “novo normal”.
Não é de hoje se nota no Senado um déficit de atenção em relação ao exame das indicações, salvo em momentos de acirramento político ou de crise econômica, no caso das indicações para o Banco Central.
As sabatinas da semana foram realizadas pelas comissões de Infraestrutura, Assuntos Sociais, Meio Ambiente, Assuntos Econômicos e de Constituição e Justiça. Todos os nomes foram submetidos ao plenário.