Governo Bolsonaro: ministérios e ministros

Ministério*

▪ Casa Civil - Luiz Eduaardo Ramos (Braga Netto, Onix Lorenzoni)
▪ Justiça e Segurança Pública - Anderson Gustavo Torres (André Luiz Mendonça, Sérgio Moro)
▪ Defesa - Braga Netto (Fernando Azevedo Silva)
▪ Relações Exteriores - Carlos Alberto Franco França (Ernesto Araújo)
▪ Economia - Paulo Guedes
▪ Infraestrutura – Tarcísio Gomes de Freitas
▪ Agricultura - Tereza Cistina
▪ Educação - Milton Ribeiro (Abraham Weintraub e Ricardo Vélez Rodríguez). Nomeação de Carlos Decotelli, em 25/06/2020, foi tornada sem efeito seis dias depois,
▪ Cidadania – João Roma (Onix Lorenzoni e Osmar Terra)
▪ Saúde - Marcelo Queiroga (Eduardo Pazuello, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta)
▪ Minas e Energia – Bento Albuquerque
▪ Ciência, Tecnologia e Inovações - Marcos Pontes
▪ Comunicações - Fábio Faria
▪ Meio Ambiente – Joaquim Álvaro Pereira Leite (Ricardo Salles)
▪ Turismo – Gilson Machado (Marcelo Álvaro Antonio)
▪ Desenvolvimento Regional - Rogério Marinho (Gustavo Canuto)
▪ Controladoria-Geral da União - Wagner Rosário
▪ Mulher, Família e Direitos Humanos - Damares Alves
▪ Secretaria-Geral da Presidência da República - Onix Lorenzoni (Pedro Cesar Sousa, interino, Jorge de Oliveira, Floriano Peixoto e Gustavo Bebianno)
▪ Secretaria de Governo - Flávia Arruda (Luiz Eduardo Ramos, Carlos Alberto dos Santos Cruz)
▪ Gabinete da Segurança Institucional - Augusto Heleno
▪ Advocacia-Geral da União - André Luiz Mendonça (José Levi Mello, André Luiz Mendonça)

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* Os ministros anteriores, desde a posse, em 1º de janeiro de 2019, estão entre parênteses.

Comissões Permanentes do Senado

Presidência

Agricultura e Reforma Agrária – Acir Gurgacz (PDT-RO);
Assuntos Econômicos – Otto Alencar (PSD-BA);
Assuntos Sociais – Sérgio Petecão (PSD-AC);
Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática – Rodrigo Cunha (PSDB-AL);
Constituição e Justiça – Davi Alcolumbre (DEM-AP);
Desenvolvimento Regional e Turismo – Fernando Collor (Pros-AL)
Direitos Humanos e Legislação Participativa – Humberto Costa (PT-PE);
Educação, Cultura e Esporte – Marcelo Castro (MDB-PI).
Serviços de Infraestrutura – Dário Berger (MDDB-SC);
Meio Ambiente – Jaques Wagner (PT-BA);
Relações Exteriores e Defesa Nacional – Kátia Abreu (PP-TO);
Senado do Futuro - 
Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor - Reguffe (Podemos-DF).

 

Comissões Permanentes da Câmara

Presidência

Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Des. Rural – Aline Sleutjes (PSL-PR);
Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática –
Aliel Machado (PSB-PR);
Constituição e Justiça e de Cidadania –
Bia Kicis (PSL-DF);
Cultura – 
Alice Portugal (PCdoB-BA);
Defesa do Consumidor –
Celso Russomano (Republicanos – SP);
Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência –
Rejane Dias (PT-PI);
Desenvolv. Econômico, Indústria, Comércio e Serviços –
Otto Alencar Filho (PSD-BA);
Desenvolvimento Urbano –
José Priante (MDB-PA);
Direitos Humanos e Minorias –
Carlos Veras (PT-PE);
Direitos da Mulher –
Elcione Barbalho (MDB-PA);
Direitos da Pessoa Idosa –
Dr. Frederico (Patriota-MG);
Educação – P
rofessora Dorinha (DEM-TO);
Esporte -
Felipe Carreras (PSB-PE);
Finanças e Tributação –
Júlio César (PSD-PI);
Fiscalização Financeira e Controle –
Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ);
Integração Nacional, Des. Regional e Amazônia –
Cristiano Vale (PL-PA);
Legislação Participativa –
Waldenor Pereira (PT-BA);
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável -
Carla Zambelli (PSL-SP);
Minas e Energia –
Édio Lopes (PL-RR);
Relações Exteriores e Defesa Nacional -
Aéco Neves (PSDB-MG);
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado –
Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT);
Seguridade Social e Família –
Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ);
Trabalho, Administração e Serviço Público –
Afonso Motta (PDT-RS);
Turismo -
Bacelar (Pode-BA);
Viação e Transportes -
Carlos Chiodini (MDB-SC).

GOVERNO BOLSONARO E O BRASIL NO MUNDO: DE PÁRIA A AMEAÇA GLOBAL*

André Pereira César
Cientista Político

A imagem dispensa maiores explicações. Em Jerusalém, durante cerimônia com o chanceler israelense Gabi Ashkenazi, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e os demais membros da comitiva brasileira levaram uma bronca pública e se viram obrigados a usar máscara e manter o distanciamento de outras pessoas na ocasião. Constrangimento puro.

A viagem de comitiva oficial a Israel em busca de spray nasal para o tratamento da Covid-19 ilustra bem o atual estado da política externa brasileira. Sem uma agenda clara e efetiva e buscando um produto em fase inicial de testes e ainda sem comprovação científica alguma, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) tateia a esmo em busca de soluções mágicas para a crise atual.

A saia justa protagonizada pelo comandante do Itamaraty representa um evento menor quando se olha o quadro geral. O fato é que a política externa brasileira atravessa um período delicado, de obscurantismo.

De pária, por conta dos problemas no enfrentamento das questões ambientais, acordos bilaterais em detrimento do globalismo e no enfrentamento da pandemia, o Brasil rapidamente passou à condição de “ameaça global”. O próprio governo Biden, junto a autoridades de saúde norte-americanas, já concedeu esse novo “status”, em função do descontrole da doença registrado em terras tupiniquins, seja por conta do negacionismo de algumas autoridades, seja da falta de vacinas ou da letalidade apresentada pela variante de Manaus.

Assim, não surpreende que o mundo comece a se fechar ao Brasil. Diversos países já impõem obstáculos à entrada de pessoas que tenham apenas passado por solo brasileiro e, em muitos casos, a proibição de ingresso é total. Evidentemente, tal situação tem reflexo direto sobre nossa economia, com restrições a circulação de pessoas e produtos “made in Brazil”.

Some-se a isso a caótica política ambiental, capitaneada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A mídia atualmente tem dado pouco espaço à questão das queimadas e do desmatamento da Amazônia, mas o fato é que lideranças mundiais e investidores seguem insatisfeitos com a condução do problema por parte do governo brasileiro. Graves sanções seguem no horizonte.

O resumo da ópera é um só: junto ao titular da Saúde, Eduardo Pazuello, os ministros Araújo e Salles apenas contribuem para piora da imagem do Brasil em todo o planeta. Ao mantê-los à frente de suas pastas, Bolsonaro confirma sua aposta na turbulência e no caos visando a eleição presidencial de 2022.

*Publicado por Hold Assessoria Legislativa