PSDB disputa segundo turno em seis estados

Entre as 14 unidades que vão definir o governador em segundo turno, o PSDB figura em seis, com destaque para os dois maiores colégios eleitorais: São Paulo e Minas Gerais. O DEM participa em três estados, incluindo o terceiro maior colégio: Rio de Janeiro. O Novo chega com vantagem em Minas, enquanto o PSC larga na frente no Rio.
Amapá - Waldez Góes (PDT) x Davi Alcolumbre (DEM)
Amazonas - Wilson Lima (PSC) x Amazonino Mendes (PDT)
Distrito Federal - Ibaneis (MDB) x Rodrigo Rollemberg (PSB)
Mato Grosso do Sul - Reinaldo Azambuja (PSDB) x Juiz Odilon (PDT)
Minas Gerais - Romeu Zema (Novo) x Antonio Anastazia (PSDB)
Pará - Helder Barbalho (MDB) x Márcio Miranda (DEM)
Rio de Janeiro - Wilson Witzel (PSC) x Eduardo Paes (DEM)
Rio Grande do Norte - Fátima Bezerra (PT) x Carlos Eduardo (PDT)
Rio Grande do Sul - Eduardo Leite (PSDB) x José Ivo Sartori (MDB)
Rondônia - Expedito Júnior (PSDB) x Cel. Marcos Rocha (PSL)
Roraima - Antonio Denarium (PSL) x Anchieta (PSDB)
Santa Catarina - Gelson Merísio (PSD) x Comandante Moisés (PSL)
São Paulo - João Dória (PSDB) x Márcio França (PSB)
Sergipe - Belivaldo (PSD) x Valadares Filho (PSB)

 

Treze estados decidiram eleição para governador

Treze estados elegeram o governador em primeiro turno. PT e PSB, até aqui, foram os maiores vencedores, cada um com três vitórias. O DEM venceu em dois estados. Outros cinco partidos tiveram conquistas estaduais no primeiro turno. Sete governadores foram reeleitos. Mauro Carlesse, de Tocantins, tem uma situação particular, uma vez que foi eleito governador em junho deste ano, após a cassação do então governador Marcelo Miranda.
Acre - Gladson Cameli (PP)
Alagoas - Renan Calheiros Filho (MDB)
Bahia - Rui Costa (PT)
Ceará - Camilo Santana (PT)
Espírito Santo - Renato Casagrande (PSB)
Goiás - Ronaldo Caiado (DEM)
Maranhão - Flávio Dino (PCdoB)
Mato Grosso - Mauro Mendes (DEM)
Paraíba - João Azevedo (PSB)
Paraná - Ratinho Júnior (PSD)
Pernambuco - Paulo Câmara (PSB)
Piauí - Wellington Dias (PT)
Tocantins - Mauro Carlesse (PHS)

 

A política desmoralizando a política

Circulou semana passada nas redes sociais um vídeo protagonizado por Leila do Vôlei. Ela é candidata ao Senado pela Coligação Brasília de Mãos Limpas (PSB, PV, PCdoB, PDT e Rede) e aparece bem colocada nas pesquisas de intenção de votos. Foi quem mais arrecadou, superando limite de gatos permitido, de R$ 3 milhões. O senador Cristovam Buarque (PPS), que tenta a reeleição, arrecadou metade disso. O vídeo é um desastre para a candidata e prenuncia uma tragédia para Brasília, caso ela venha a se eleger.
Leila é vinculada ao PSB e foi secretária de Esportes, Turismo e Lazer, no governo do DF. Como jogadora de vôlei, participou da seleção brasileira nas olimpíadas de Barcelona (1992), Atlanta (1996) e Sidney (2000).
O vídeo mostra a candidata Leila do Vôlei concedendo entrevista para uma rádio não identificada. O material é editado, mas, sem cortes, Leila diz que a ideia é que ela conclua os oito anos de mandato. Sem cortes, a candidata disse que a atuação dela vai ser em “detrimento” da população de Brasília.
A candidatura de Leila do Vôlei é a política desmoralizando a política. Ela não sabe a que veio e não pode ser condenada por isso.

Leila do Vôlei (2)

A candidatura de Leila do Vôlei é uma jogada eleitoral. Como a eleição para o Senado é majoritária, não está claro quem ganharia com sua vitória.
Considerando que o govenador Rodrigo Rollemberg é candidato à reeleição, se ele vencesse poderia chamar Leila novamente para o secretariado, abrindo vaga para uma das suplentes: Leany Lemos (do PSB, primeira suplente e ex-secretária de Planejamento) ou Ivonete Nascimento (do PCdoB, segunda suplente). A reeleição de Rollemberg, porém, está ameaçada. Ainda assim, ele só teria mais quatro anos de mandato contra oito dos senadores eleitos.
Vamos falar sério? O Senado tem atribuições importantíssimas, como o julgamento do pedido de impeachment do presidente da República, a aprovação dos nomes para compor o Supremo Tribunal Federal e os demais tribunais superiores, do Procurador Geral da República, de indicações para a diretoria colegiada do Banco Central, para agências reguladoras e para embaixadas, aprovação de operações de crédito externo para as unidades da Federação e de limites de endividamento. É também um espaço nobre para o debate entre os representantes dos estados e do Distrito Federal, sobre temas como a tributação e a repartição de receitas.

PT intensifica mobilização em defesa de Lula

A mobilização do PT em defesa da liberdade do ex-presidente Lula atinge seu ponto alto nesta quarta-feira, último dia do prazo estabelecido pela legislação para registro de candidaturas a presidente e a vice-presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos demais cargos nos tribunais regionais eleitorais (TRTs). No PT, não se fala, a não ser muito discretamente, na possibilidade de candidatura alternativa a Lula pelo partido.
Ao contrário, nomes como o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, a princípio candidato a vice na chapa de Lula, atacam a condenação que teria sido irregular do ex-presidente em segunda instância e manifestam a crença de que, muito brevemente, estarão celebrando a liberdade do líder político.
O lançamento, em Brasília, do livro “Caravanas da esperança, Lula pelo Nordeste, com fotos de Ricardo Stuckert, serviu para reunir petistas e aliados do PCdoB no movimento para tirar Lula da prisão e levá-lo, mais uma vez, à Presidência da República. Além de Haddad, tiveram presença destacada a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS).
O livro deve ser lançado em todas as capitais do Nordeste. O PT quer lançar livros sobre outras caravanas, mobilização que está completando um ano.